Memórias da Guerra

Há lágrimas nos olhos das crianças         na cidade toda em luto                           Inventam-se destroços das manhãs         para tornar uma esperança nova             O vento traz o metralhar das ruas            em cada corpo caído sobre as pedras

Oiço gemidos do meu próprio corpo          como uma estátua em movimento            O sol esconde-se por detráz dos outeiros filtrando raios de medo e desespero        Como a alma desta paz que eu tacteio     inatingível sem um prazo escrito

 

Vem ver o Mar

Amor: Nunca fiques triste olhando o Mar ainda que para tal exista uma razão.Inventa uma gaivota, e fa-la voar salpicada de sal e maresia.

Amor: Liberta-a sobre a tua cabeça, ouve o seu zumbir a cortar o espaço. Vai com ela como se criasses asas! Empresta-lhe um pouco do teu coração

Assim sereis duas gaivotas voando na minha imaginação, amparando-me neste viver impossível.

Ferdi