Ferdi

Tú e eu

As entranhas do teu olhar de mel                       são como o fogo do sol no zénite                       no passeio da vida em que idealizo                   a nossa casa a sós mais a paisagem...

Há andorinhas de esperança a esvoaçar em tí      como rios de palavras e de gestos                      na selva imensa dos sentidos...

A terra húmida da tua carne                              sabe-me a beijos de trigo do teu canto,              sinto-lhe a fragância absorvente e cálida            como manhã de ruas sem crespúsculo

E lado a lado ante a nudês da chuva                  edificaremos o sol de cada janela escura             e em cada pedra desabrochará uma flor              e em cada cantotriste uma canção de amor!

Por entre as pétalas do teu sorriso helénico         meu ilixir fantástico de sonho                           caminharemos sempre tu e eu.

Mar

Mar!Mar gigante tenebroso infindo                Mar cruento de formosas lendas,                Brancas espumas como alvíssimas rendas,    Mar...Imensidade em ânsias bramindo

Qual Poeta que te não canta em Odisseias mar que formas fenomenais procelas,          e em instantes tombas naus e caravelas     de herois talvéz em busca de Epopeias!    

E depois já docemente e sem vinganças        te estendes com brandos beijos e bonaças na extensa areia tua terna amante...

Abismo imortal, ignoro o teu mistério...         Só te comparo mar ao espaço etéreo,          como ele azul, eufórico, e enervante.