1- Ferdinando - Márcia Possar

2- Ferdinando - Theca Angel

3- Ferdinando - Maria Fátima Moraes

4- Ferdinando - Eliana Duarte

5- Ferdinando - Graça Ribeiro

6- Noris Roberts - Ferdinando

7- Noris Roberts - Ferdinando

8- Noris Roberts - Ferdinando

9- Ferdinando - Adélia Mateus

10- Sandra M. Julio - Ferdinando

 

1- EPÍSTOLA
Ferdinando©

Conheci-te no rondar dos meus sentidos
No desejo que aquecia as minhas veias,
Quando sorrias em gestos prometidos
Como o prazer das noites que semeias!

Pintavas o poente em beijos coloridos
No distante onde cantava uma sereia...
Ao espreitar os teus seios escondidos
O Sol invejava, o calor que te ateia!...

Nas tranças do tempo te escondes-te,
No leito de uma concha adormeces-te
Como as rosas adormecem no estio...

Quando escuto no distante a voz do vento
Fico a olhar o passado num lamento,
Como a serra espreita olhando o rio.

 
Germany 15-03-09



COMO FIGURAS!
Márcia Possar


Era para ser poesia, mas há uma doce pulsação
para mais de ritmo entre os meus versos, hoje.
Como vagaroso e iminente ato de absolvição
sempre e quando o teu olhar
vem a calhar. E paira...


O lento mover das tuas asas sobre os encontros entre mim
é alento que me aviva nos instintos, 
e avisa: desnecessárias são as máscaras.
Figuras confinante no meu lado mal distinto
e avizinhas o que me houve de verdadeiro,
com vontade de voltar...


Não há sentir que seja amargo quando esse embargo não é embaraço,
mas traço nascedouro.
Seja qual for a individualidade minha que esteja por renascer,
vejo-te a sorrir.
E o riso da tua face próvida é sentido único
que desabrocha mais sorrisos, mais...


Um verso intercadente e limpas-me o peito
quando recitas e acordas sentimentos.
Multiplicam-me as pequenas harmonias
onde descubro minhas alvoradas sem reclamar ajustes.
Numerosa às tantas rajadas,
intumesço-me para mais caminhos, mais...


Tu figuras como quem me confirma ao mundo,
como eu o tinha...

 

2-FILHA DO TEMPO
Ferdinando©

Ficou escrito na vida uma saudade
sonho magro de olhar ainda cansado,
Roubaram-te o alvor da claridade
Ditaram-te um futuro magoado

Caminhava contigo uma beldade,
O sonhar no teu peito era dourado
Como Deusa de amor e castidade,
Em olhar que se desenha perdurado

Quando a macabra sorte te enganou
Na mentira que a sombra te legou,
Fechei-te em meu exausto coracão...

No transparecer que o dia te acendeu
Moram beijos que o tempo emudeceu,
Como seara que morre sem dar pão!...

Germany 07-06-09

FILHA DOS SONHOS
Theca Angel

Toca-me a vida quase sem alento
Condenando meus dias à tristeza
Perpetuando um penoso desalento
Traçando n´alma doída incerteza

E assim, neste corpo, sua morada
Torpe dor hoje me serve de mortalha
Dos olhos apagando a luz dourada...
De resto, nada mais há que me valha

Se inverdades tolheram o direito
Da confiança deitar em nosso leito
Tentei em vão, humilhada, perdoar... 

Pois nos lábios retenho ainda o jeito
Do teu beijo reportando-me ao direito
Deste amor, jamais eu ocultar! 

 

3- LONGE NO MAR
©Ferdinando
 
Sei que habitas entre o sol e o mar
e fomentas meu caminho, feito paz...
onde o sol cansado à noite vai deitar,
engravidando em sorriso as manhãs.
 
Os teus olhos, deviam ser estrelas...
para poderem transformar os sonhos...
na delícia dos amores, a horas belas!
 
Rasgar o negrume, dos dias tristonhos.
Em cada caminho vejo teu semblante
que alicerça a minha vida errante,
no vácuo do meu mundo, sem idade!

Na corada mentira, remota como a vida,
serás a nave azul na hora prometida...
ficarás no tempo... ancorada na saudade!!...
 
Germany 08-04-08

PERTO DO MAR
Maria de Fatima Delfina de Moraes
 
Faço-me energia da paz, pra te encantar
e jogo flores nas vielas do caminho.
A lua vem, para doar-te intenso brilho,
enquanto espera o nascimento das manhãs.
 
Em teus olhos, vejo o brilho das estrelas,
a enfeitar a minha vida, os sonhos meus...
Nas lindas horas, delicio-me nos beijos teus.
 
Quedou-se na escuridão, meus dias menos risonhos.
ao ver nas vielas do caminho, o teu sorriso,
que ao meu coração fala de amor, é o paraíso,
a preencher as lacunas do meu mundo!
 
Quero a verdade, presente em minha vida
onde és o esteio, e na hora derradeira,
guardarei saudades, de tudo o que vivemos!
 
RIO DE JANEIRO – BRASIL
 
09/08/2008


4- DEPOIS !...
© Ferdinando
 
Há-de escurecer a vida e haver medos!
No deambular do mistério encarcerado!...
Os sonhos ficam paisagem de segredos
no escuro de um candelabro apagado...
 
A essência, será árvore nua erguida,
em sol que se torna débil e magoado,
num paradigma em vertente ressequida...
se esconde no distante, envergonhado!
 
Como a loucura caminha a par da ilusão
silenciando o infindo, mundo da razão...
corpos gemendo, nas ruas mais incertas...
 
Caminhamos sem nexo, nas tardes nuas,
onde o musgo vai crescendo pelas ruas,
sobre as janelas, da verdade nunca abertas!!
 
Germany 22-04-07
 
DEPOIS!...
Eliana Duarte
 
Há de existir uma noite de misericórdia
O sol iluminará meu coração
As flores perfumarão minha tristeza
E um novo dia se abrirá em minha vida.
 
As noites estreladas me convidarão para amar
Alguém especial virá e me acalentará.
 
Depois... um novo dia me mostrará
que é possível ser feliz.
Me fará te esquecer e viver em plenitude meus momentos,
das cinzas resurgirá um novo amor, puro,
sem pecados, doce como mel.
 
Fecharei meus olhos e sonharei,
realizarei todos meus desejos,
e amarei profundamente.
E esse amor será eternizado em meu coração.
 
Brasil
23/04/08


5- REENCONTRO COM A VIDA
Ferdinando

A vida traiu-me um dia na orla da mentira,
nas noites onde nascem sonhos mudos,
onde ventos choram delírios magoados
na sombra da ilusão feita em granito...
onde os pássaros perderam seu cantar.

Essa seara fantasma feita em oásis,
que torna a realidade opaca e cinzenta...
onde os riachos choram cansados
na íngreme ladeira que não vencem,
em murmúrios que a vida não entende!

Hoje caminhando sempre em frente
voo silente em cavalgadas de audácia,
no anseio de um amor fiel como o sol...
na beleza imortal que aquece, os corações
gélidos, libertando-os dos sonhos sinistros!..
Ser nova vida sem improbabilidade dos medos
num desabrochar vencido na sordície da existência.

Germany

NOVO TEMPO PARA AMAR
Graça Ribeiro

Venho de um tempo em que as sombras
impediam o meu despertar entre pedras
meu coração prendia tristezas passadas

Nuvens de desilusões nublavam meu rosto
impedindo ver o inútil que é sofrer por amor
que não nos ama mais, que se tornou oposto

Novo amor me fez enxergar com outro olhar
percebo que além da dor existe um horizonte
aguardando o meu novo jeito de caminhar

Abraço o sol que traz novo dia pra sonhar
apago as linhas do tempo, passo adiante
planto violetas na janela para te esperar

O passado afogou-se na correnteza do tempo
soltei as amarras, joguei antigas letras fora
a vida dá a ordem: seja feliz no instante de agora
 
 
 

6- HOY PROMETO AMARTE
© Noris Roberts

Hoy deposito en tus labios
el beso mas sagrado
que de mi boca se ha escapado.
La pureza de su oleaje.
El sueño inimaginable.
La calida preñez de mis ojos al mirarte.
Hoy prometo amarte…
Aunque sea por un instante
te lo expresa mi voz sollozante.

Hoy prometo amarte…
Enmarcando la belleza de tu amor
en las pinceladas que traza en su lienzo
el divino pintor.
Hoy prometo amarte…
Acunando tu sonrisa en el rocío de una flor,
te entrego mi alma
para que seamos uno en las manos de Dios.
Hoy prometo amarte…
Con la celeste polifonía de mis versos.
Con el celaje que se mece en el viento.
Con mis renovados pensamientos...
Y es que a la hora de amarte
diáfanos son mis sentimientos.
Sueño mi alma libre
en la gravidez crepuscular
que me muestra el camino al altar.
Soy feliz…
Por que mañana tendré a tu lado
un palacio de marfil.
Hoy prometo amarte…

© Noris Roberts

Hoje deposito em teus lábios
o beijo mas sagrado
que de minha boca se escapou.
A pureza de seu mar agitado.
O sonho inimaginável.
A calida preñez de meus olhos ao olhar-te.

Hoje prometo amar-te…
Ainda que seja por um instante
to expressa minha voz sollozante.
Hoje prometo amar-te…
Emoldurando a beleza de teu amor
na pinceladas que traça em seu lenço
o divino pintor.

Hoje prometo amar-te…
Acalentando teu sorriso
no orvalho de uma flor,
entrego-te minha alma
para que sejamos um nas mãos de Deus.

Hoje prometo amar-te…
Com a celeste polifonía de meus versos.
Com o celaje que se mece no vento.
Com meus renovados pensamentos...
E é que à hora de amar-te
diáfanos são meus sentimentos.

Sonho minha alma livre
na gravidez crepuscular
que me mostra o caminho ao altar.
Sou feliz…
Por que amanhã terei a teu lado
um palácio de marfim.
Hoje prometo amar-te…
 
 
HOJE TE QUERO...
©Ferdinando

Desejo-te...

Desejo-te no altivo vento das distâncias,
ridente como o sol em cada minuto de lonjura,
na etnia dos meus desejos e ambição,
na emoção de te amar, que habita em mim...
num céu de sonhos deste amor desperto!

Desejo-te...

Com teu olhar meigo e gracioso
como o mendigo, o pão para viver,
ganância desmedida para abraçar a vida...
mar de sol e de silêncio que se queda em mim
como um regaço de beijos que me ofertas!...

Desejo-te...

Como enchendo as mãos de trigo louro
como rosa orvalhada em manhã primaveril,
que eu pinto na magia eterna de quem ama...
que sejas a celeste deusa do meu estro
que me alicerça em cada amanhecer sombrio...

Desejo-te...

Quando o crepúsculo cobre a terra fria,
sinto fervente desejo da efusão das nossas bocas,
estático horizonte da tua áurea juventude, que
frutifica as horas dos meus sonhos louros, em realidade
infinda de quatro lábios eternamente unidos.

Germany


7- NO ME PREGUNTES QUIEN SOY
Noris Roberts

Não me perguntes quem sou…
Posso ser a vivente essência
de uma suave oração...
Ou o lúgubre aposento
de uma prosa com dor.
Não me perguntes quem sou…
Posso ser o cálice
de suaves carícias
derramadas sobre tua pele.
Acalma-a.
A tormenta.
Ou a fel.
Não me perguntes quem sou...
Posso ser os vestígios de uma história
que procura refugiar-se em tua glória…
Ou quiçá a impetuosa fantasia
que costuma morrer ao acordar o dia.
Não me perguntes quem sou.

© Noris Roberts
 
NÂO TE PERGUNTO QUEM ÉS...
©Ferdinando

Não amor,
não te pergunto quem és!
Sei que és o sol que desponta cada manhã.
A suavidade nos meus dias mais azedos,
os beijos mais ternos que a vida me promete,
numa ilusão somente que em nós corre.
És a magia dos tempos vindouros,
a suavidade no meu viver tumultuoso...
a calma para as minha horas perversas,
a rosa orvalhada em primavera ridente!
Não te pergunto quem és!
És a mera aventura de seres tudo,
num desejo correndo incendiado para a vida...
sobre o mar calmo em cada hora de sol,
o fervor dos beijos que trocamos cada dia
quando nos encontramos no caminhar dos horas!
Não és vestígio de nada, mas a magia de seres tudo!
Sinto em mim glorioso vontade de te moldar eterna
como o dia que se vai e volta sempre,
na esperança do infinito que não morre
como o nascer do sol na aurora das manhãs.

Germany
 
 
8- Surpreendida na madruga...

Desquiciada de amor...
Segrega la pasión
En el silencio nocturno…
Donde impaciente espero mi turno.
El deseo me sofoca
Y el roce de tus labios me rebosa.
Sorprendida en la madrugada...
consumiéndome con ardor
Cabalga inquieto corazón.
Generoso mi cuerpo
Te invita al amor,
Al pecado,
Al calor.
Deseos palpitantes
De estar en tu piel
Tan solo un instante…
Y de a poco devorarte.
Adicta a tu cuerpo soy…
Ámame con libertad
Inquiriendo cada tramo de mi rosal,
Y en mis pechos tus besos reposar.
Déjame perderme en tu horizonte.
En tu frondosa anatomía
Bebiendo la gloria de tus fantasías.
Me subyuga tu imagen...
Y tu voz sonora en el aire.

© Noris Roberts

Desquiciada de amor...
Segrega a paixão
No silêncio noturno…
Onde espero impaciente meu turno.
O desejo me sufoca
E o atrito de teus lábios me transborda.
Surpreendida na madrugada...
Consumindo-me com ardor
Cavalga inquieto coração.
Generoso meu corpo
Convida-te ao amor,
Ao pecado,
Ao calor.
Desejos palpitantes
De estar em tua pele
tão só um instante…
E da pouco devorar-te.
Adicta a teu corpo sou…
Ama-me com liberdade
Inquirindo cada trecho de minha roseira,
E em meus peitos teus beijos repousar.
Deixa-me perder-me em teu horizonte.
Em tua frondosa anatomia
Bebendo a glória de tuas fantasias.
Me subyuga tua imagem...
E tua voz sonora no ar.

© Noris Roberts
 
HORAS LOUCAS...
Ferdinando

Entro no teu quarto à hora em que o sol
filtra os últimos raios solares coloridos,
o teu perfume inebriante disse-me: bem vindo!
O teu leito de alvas sedas, parecia abrir-me os braços.

Entras-te seminua, terna como as Deusas
deixas-te cair do teu corpo a última peça de cetim,
mostrando o teus seios divinais e ferventes...
sedentos de amor no embalo das horas mais loucas!...
Estendeste os braços como quem diz...anda
senti-me débil e tremente...

Unimos nossos corpos louca, e cegamente
e a nossa inconsciência não respondeu!
O bramar foi tudo, até ao auge das
horas mais loucas da nossa orgia...

Quando o luar veio espreitar, já nossos corpos
embriagados de amor, pois nosso arfar tinha
o bradar que rasgava as nossas almas,
num paradigma ancestral da vida terna!
A lua ficou espreitando perplexa até ao nascer do dia

Dessa noite, desejo novas noites vestidas de ternura
numa solidão amante como o mistério das essências,
lentas e ferventes, de ilusão carnal.
Que a vida pare o relógio para que não haja
o sentenciar das horas, para uma noite eterna!...

Germany

 

9- LENDA DA VIDA...
Ferdinando

Há chamas sobre os mares mortos
Parados no tempo onde os peixes falam...
Anoitece o rubro dos telhados
Na janela par em par sobre a paisagem!
Estranho! Apetece-me voar como as abelhas,
Na mera ambição de viver
Florescência de cores diversas
Abrir as asas e absorver o néctarda vida...
Beijos de brisa leve, várzea infinda
Quero sonhar a curta vida
Isento ao queixume árduo que
Rasga fendas de silêncio encarcerado...
Encontro final de agonia lenta!...

Germany
 
 
LENDA DA VIDA
Adelia Mateus

Chamas que nos acendem a alma onde
podemos murmurar a par da brisa...
O idílio dos nosssos sonhos!
Ao anoitecer juntos olhando a paisagem!
Real!! voar como as abelhas
Aproveitando o vôo da vida
Beijos doces como mel ...Sonhando! Sohando!!
Num encontro real que a vida nos aproxima...
em primaveras de loucura...

Brasil
 
 
10- PÁSSARO CATIVO
Sandra M. Julio

Segui pelas esquinas da vida
Numa tresloucada busca por teu olhar...
Amordacei o silêncio e a distância.
Na ganância de um beijo, vivi uma doce ilusão.
Deixei esquecidos rastros de solidão.
Sequei do coração o pranto,
Enquanto bebia regras e preceitos.
Cruzei pântanos e despertei sonhos...
Arrisquei-me escalando o tempo,
Fechei os olhos para a saudade,
Coloquei-a em versos.
Deixei-me à sombra deste amor...
Sofrida, perdida,
Pássaro cativo do teu sorriso...
Os lençóis do tempo cobriam devaneios
Perdidos na esperança d'um reencontro...
Então...
Bebi o rubro vinho da saudade,
Embriagando de desejos a ilusão.

Brasil 
 
  PÁSSARO CATIVO
Ferdinando

Sim amor, foi nas equinas da vida que nossos olhos,
Se olharão mutuamente, e os nosso lábios se uniram
Diante o olhar da ressequido solidão...
O teu pranto secou, quando nos beijamos
Como duas trémulas crianças!...

Seguimos de mãos dadas nos árduos caminhos do tempo!
No alento dos nossos sonhos mais secretos,
Ondas de palavras e de gestos...
Um mar crescia dentro em nós infinda ânsia,
Como a força ancestral da nossa floração!...

No despertar dos teus sonhos e alicerçada pela saudade,
Fechas-te os olhos e os versos que ditas-te,
Eram o idílio desse nosso querer apetecido...
E como diva no meu viver errante,
Foste o raiar do sol dos meus olhos tristes...

No dia em que de corpos nus, sobre a relva tenra...
E sem vozes de um passado de granito,
Rolemos embriagados no calor dos nossos corpos...
Na beleza do sacio dos famintos de prazer...
Desejo germinado no teu corpo, Rubro como o fogo!...

Germany
 
 


 

amor