1- Ferdinando & Maria Thereza Neves

2- Ferdinando & Maria Thereza Neves

3- Ferdinando & José Ernesto

TERCETO

1- Ferdinando & M. Thereza Neves & Fátima Abrantes

1- MULHER DE SONHO 
Ferdinando©

Acendes os teus olhos sedutores
Queimando enamorados corações.
Habitas no refúgio dos amores,
No palácio azul dos teus brasões.

Teus cabelos macios como o beijo
São mãos de anjo a afagar o rosto
Ou lábios que aquecem um desejo
No regaço do dia, até ao sol posto.

Teu corpo como louco Universo,
Eu não consigo descrever em verso
Qual a sedução discreta do sentido...

Rasgas o sorriso de calor fervente,
Geras o desejo que se faz presente
No fervor do teu corpo apetecido.

Germany 15-10-11


HOMEM DE SONHO 
Maria Thereza Neves

Doce é teu olhar, teu carinho,
Sempre a encantar com tua poesia,
Versos, palavras que acompanho,
Quando cai a noite, desperta o dia.

Tece com ternura as lembranças,
Despertas meus horizontes ,
Presentes sem cobranças,
Sorrisos unindo pontes,montes .

Como o encontro de gêmeas almas,
Todas as estrelas e a lua acende,
No ninho,nas ondas, águas calmas.

As vezes como usina, como vulcão,
São teus sensuais abraços, beijos,
Mergulho em emoções o coração !

Brasil 15-10-11

 

2- MEU GRITO
Ferdinando©

Somos eco na vida já cansado
No lamento pesaroso do chorar,
Onde o caminho quase terminado
Vai fingindo nada ter para nos dar.

Somos filhos de um grito magoado
Semeando medo em nosso caminhar,
O nevoeiro austero ao nosso lado
Nos rouba a liberdade de sonhar.

O nosso olhar continua vago e frio,
O nosso espaço se torna mais vazio
E a desenhada esperança morre vã...

Como gostaria de estreitar o bem,
Não ser como a folha no vaivém
Perdida na indiferença da manhã.

Germany 03-10-11



A COR DO MEU GRITO
MariaTherezaNeves

Não importa quantas cores existirem
nem todos os arcos ires aparecerem
Vermelha é a cor do meu grito!

Do sangue que jorra
das lágrimas que escorrem
pelos oprimidos
sofridos!

Bebo um gole do meu reflexo
amargo
horrível
bebo a cor do meu grito

Vermelha é cor do meu grito!
Do sofrimento sem nome
com gosto de fel
que clama por fraternidade.

Trémula, encolhida
dentro do meu espanto
quero gritar
a única coisa que posso fazer é sangrar!

Vermelha é cor do meu grito!

Mastigo todas as imagens,
tento engolir todas as dores
mudar as cores

Sou palavras sem sentido
janela sem vidro
para que meu grito
seja por todos ouvidos.

Vermelha é cor do meu grito!
 

 

ANOITECENDO
Ferdinando©

Entardece sobre o cosmos cada dia
Correm os rios fartos de espreitar
A linda rola já perdeu o seu cantar
Abre-se a noite louca em fantasia.

O escuro se estende e por magia,
Há palavras de medo a soletrar
Infindas juras vestidas pelo luar
Na avidez dos beijos em orgia...

As juras que a noite vai guardar
E nas ruas da calçada vão ficar
Em saudade nunca arrefecida

O solar das rosas, abraça a alegria
Fazendo o jardim, louco de euforia
Como a criança no olhar da vida!

Germany 03-02-13


2- Amanhecendo
José Ernesto Ferraresso

De repente, são nítidos ,
Os raios solares no horizonte.
Anunciando mais um dia,
Outra manhã que vai surgindo.

O sol com seu brilho especial,
Afasta a sombra da noite,
Avisa-nos do calor que está pra chegar,
É o novo dia que acaba de acordar.

É uma força mágica,
Além da nossa imaginação
O nascer de um novo dia que devagar,
vai tomando conta de nossa emoção.

Serra Negra
 

 

TERCETO

OLHAR DO TEMPO
Ferdinando©

Sempre ris da nossa caminhada
Do calor da verdade nos retiras,
De tudo que ofereces não dás nada
Tudo morre no largo das mentiras.

Grita a fome, na pobreza semeada
Desenhado nos olhos das crianças,
Na farsa pelo homem inventada
Planas um deserto sem esperanças.

Escondeste na noite com seu manto
Disperso pelas margens do espanto
Onde a hora do final se faz partida !

Assim será o nosso olhar cansado
Até que o tempo se faça terminado,
Aos olhos da espera adormecida !...

Germany 05-11-2011



2- Um Terno Eterno Olhar
Maria Thereza Neves

Um olhar não se perde da mente
quando terno, gravado profundamente
compondo enredos, versos sementes
em íntimos segredos latentes.

Um olhar que se desdobra em mundos
quando a alma sente, entende
faz da vida uma carícia ,um soneto
a reviver momentos suavemente .

As noites riscam estrelas murmuram sonatas
em sonhos vivos vibram, cintilam
nas madrugadas ardentes.

As emoções, grades sem correntes
presas não desatam, se rendem
aos elos nas veias pulsantes lentamente.


3- OLHAR DO TEMPO
 Fátima Abrantes
 
Deixa-nos sem trégua e guarida
Por viver-te, mero semelhante,
Olvida-nos c'oa face mais garrida
Não podermos esquecer-te um instante.
 
Na estrada marcas teus passos
Avassaladores a nos encantar,
Com promessas adornadas e laços
Atados pela dor de os sangrar.
 
Esquece agora a triste caminhada,
Deixa-nos para trás de teu olhar
Já não podemos te acompanhar...
 
Vai-te, enfim, ainda que cedo,
 N'outra margem, teus olhos pousar
Para que saibamos eternizar...

 

amor