CIRANDA - OUTROS DIAS

1- Ferdinando

7- Milamarian

2- Marlene Constantino

8- Regina Bertoccelli

3- Mary Jenny

9- Catarina Yunen

4- Adélia Mateus

10- Marise Ribeiro

5- Efigênia Coutinho

11- Suzette Duarte

6- Ligia Antunes

 

1 - OUTROS DIAS
Ferdinando

Embrulhei meu passado nas horas do presente,
segui atalhos árduos como o tempo!
Nas distâncias de memórias que não morrem
de um navegar errante no ventre dos espaços,
entregue ao vento hostil das minhas esperanças...

A vida atraiçoou minhas memórias sorridas,
adulterou os meus sonhos de haver sol
dando-me o cinzento espaço em que habitei...
onde o amor foi parcela inexistente
como caminhar para o abismo entre brumas.

Espero que o aflorar do novo rumo seja coragem,
numa medusa brotando uma nova existência,
onde o raiar do sol, e o brincar das estrelas
me cheguem como o cantar das ninfas do distante
para esquecer os dias que mendiguei mentiras...
e encontrar-me a sós comigo mesmo!...

Alemanha 29- 09-06

 
 
2 - O AMOR QUE FICOU
Marlene Constantino (ASöl*)

O tempo não pára
e com ele a vida se faz
cada vez mais curta..
o relógio vai marcando os minutos
eu ainda chamando por ti.
O amor é doce e amargo,
dá alegria e deixa saudade.
ainda quero te amar
mesmo sabendo,
que nosso tempo passou,
ainda quero te reconhecer
nos bons momentos que ficou.
Como um menino
dei asas aos meus sonhos
porque o tempo não pára.
O tempo é senhor de si mesmo,
eu no meu coração sou o senhor.
Não te esquecerei
porque um amor é chama
que acende a cada lembrança,
se propaga, se ramifica,
se estende e se renova.
Amarei muitas vezes
no amor primeiro.

ASOL*
Brasil - 29/09/2006
www.cantinhodasol.com.br
 
 
 
3 - MEUS SONHOS TRAÍDOS
Mary Jenny

Foi no passado que vivi auroras,
colhi rosas sedosas como sonhos,
alimentei esperanças na vida que vivi
numa ambição que aquecia os meus dias!

Olhei o etéreo que me cobria com seu manto
saltei as horas tristes na ânsia de ser tua
no sonho que permitia esse desejo
onde a brisa cantando me dizia
tudo o que a vida e a felicidade pode ofertar.

Hoje a sós e triste no silêncio das noites
numa amargura desmedida em prantos feita...
olho para traz procurando os meus desejos...
deparo somente com a solidão amarga
desses sonhos traídos pelo destino!...

30.09.2006
 
 
4 - NOVOS DIAS
Adelia Mateus

Deixo guardado no fundo da última gaveta
Um passado que não quero
relembrar...
O tempo voa...
Fico na esperança de novos dias...
Onde os sonhos ainda existem
de encontrar um amor verdadeiro
repeleto de carinhos...
desejos...
sinceridade...
cumplicidade...
Só o amor dá sentido a vida
Quero voltar amar...
Quero viver!!

Brasil- RJ
30/09/06
 
 
5 - NOVO DIA!
Efigênia Coutinho

Vens... roçando meus sentidos...
Conversemos através da alma no
Leito dos alvores desta alvorada,
Deita tua luz dentro dos meus olhos.

Vens... sorria comigo, como um botão
De rosa, embrenha-se ao brilho da face,
Tão fragrante, do acaso que murmuram
Essas searas, na beleza da natureza!

Vens... por tardes no murmúrio, onde
Deito por teu colo verdejante, um Amor
...Que o Universo inteiro vê, ouve, e suspira...
Sente...e vai galgando o cume do paraíso...

Vens... enceras de orvalho minha pele
Qual flor, gotas que afloram a
Tua pele... há a água toda que me impele:
Arrebata-me (no rapto consentido)
Ao romper dum Novo Dia!

Balneário Camboriú
03.10.2006
www.saladepoetas.eti.br/
 
 
6 - OUTROS DIAS
Lígia A. Leivas

Outros dias!... Sim, há de haver outros dias
para que neles eu viva a apoteose deste amor
que por demais sofreu a agonia do silêncio
na sombra desbotada de campos sem flor...

Sim! outros dias hão de chegar em minha vida
e eu serei nova mulher em novas madrugadas
onde as nesgas de um luar embevecido
serão luzes de paixão, cismado ardor!

Ah! outros dias, novos dias, plenos dias!...
Viverei o torvelinho da emoção
na voragem de nossos corações
a crepitar fogueiras de ousadias!

Sim! Viver outros dias, novos dias
afastar turbulentas ventanias
ganhar o penhor, a garantia
de que nós dois seremos só Amor!
 
 
7 - OUTROS DIAS
Milamarian

Esperei-te em cada minuto deste meu sonho latente
nas infindas estradas em passos tão lentos!
Carregando-te envolto em lembranças que não escorrem
em um caminhar tortuoso que eu mesmo traço
nas folhas caídas das minhas andanças...

O tempo cruzou minhas estórias vividas
arrancou minha esperança de outro arrebol
entregando-me o negro véu em que me deitei...
onde a tua ausência foi dor tão pungente
como espada atravessando o peito sem pressa alguma.

Hoje te espero no outono balouçando as ramagens
nas rubras folhas cobrindo o solo desta minha vivência,
onde a aurora é dourada e os sinos da nossa capela
badalam a melodia deste amor em mim habitante
renascendo as cores de tantas outras safiras...
e me levar de encontroa este meu sesmo!...

03.10.2006
JAPÃO
 
 
8 - UMA NOVA VIDA
Regina Bertoccelli

Agora que me refiz do tombo que levei,
vou voltar à vida
Dos pedaços recolhidos vi que as marcas
que ficaram são fáceis de serem removidas
Aprendi que em feridas não devemos mexer
De nada adiantou o choro...
As lágrimas derramadas já secaram
O olhar perdido e sem direção eu deixei esquecido
Da queda me ergui sozinha
Altiva e confiante seguirei em frente,
neste caminho que descobri,
onde a dor e a saudade inexiste
Meu chão agora é firme e compacto
Se tempestades acontecerem,
saberei caminhar na chuva
Essa força toda que encontrei tirei
de dentro de mim
Aprendi que tudo vale a pena,
mesmo o sofrimento, pois através dele
amadurecemos e crescemos
Novas metas
Novos sonhos
Novas perspectivas
Enfim, uma nova vida!

Brasil 04.10.2006
 
 
9 - PERDIDA NO TEMPO
Catarina Yunen

Como estou perdida no tempo,
Tempo?
Aquele tempo que não volta mais.
Tardes que se foram.....
Noites que passaram....
Eu aqui recordando,
este amor sentido
Sofrido....
Com o coração partido
Sonhando com seu beijo, querido.
Choro por aquele abraço perdido.
Grito!!!
Grito de dor!!
De que adianta?
Quero você...
Preciso de você......
Para não enlouquecer.
Passo os dias imaginado,
As noites sonhando,
Com você...
Com aque le tempo que ficou esquecido
Com seu carinho
Você sempre pertinho....
Hoje,pergunto....o que fazer
Com essa paixão
Dentro do meu coração?
Como pude te perder?
Amor...você está fazendo falta
Relembro seu amor
Recordo do seu calor.
Nosso amor era lindo,
Nada nos segurava
Muito menos nos amendrontava.
Já tentei te esquecer
Tentei nãomais pensar
Hoje tento este amor esconder
Para não ter que lembrar, de você não recordar.
Aqui perdida no tempo
Preciso te encontrar
Desse amor poder falar
Não suporto mais ficar calada
Preciso ser amada,
Não pode ter esquecido
Desse amor tão lindo.
Se esqueceu é porque
estava mentindo
Me iludindo.

04.10.2006

 
 
10 - BIFURCAÇÃO
Marise Ribeiro

Vivia entre o real e o imaginário,
como se andasse em fios de navalhas,
era um ser de sentimento binário:
amava muito, mas só me sobravam migalhas.

Tracejava meu caminho na dualidade
até chegar à bifurcação,
na hora de escolher a crua verdade:
optava sempre pela efêmera ilusão.

Nunca sabia se chorava ou ria,
nem se amava a noite ou se odiava o dia...
Como um touro de rodeio
não aceitava a montaria, mas sim o arreio.

Na cama era caça e caçadora,
dependendo sempre do instinto...
Enquanto na carne era santa e pecadora,
minh'alma purgava em um labirinto.

Agora tudo percebo com clareza,
depois de tanto me perder:
o amor me conduz com firmeza
a uma estrada que termina em você.
05.10.2006
 
 
 
11 - OUTROS DIAS
Suzette Duarte

Outros dias hão-de chegar
É essa a minha esperança,
E por eles vou lutar,
Para ter mais resistência.

Olhar p'ra os dias passados
É olhar com confiança,
Deram-me sonhos realizados,
São deles a minha herança.

Grata fico p'los sorrisos
Que esses dias trouxeram,
Dias firmes e concisos,
A luz que me enviaram.

Outros dias mais felizes
Vou procurando colher;
Serão momentos precisos
P'ra melhor poder viver!!!

Sagres, 10.10.2006
www.suzetteduarte.com 
       

CIRANDA - OS VERSOS QUE TE ESCREVO

OS VERSOS QUE TE ESCREVO
Ferdinando

Os versos que escrevo são choros da minha alma
na serra das lágrimas, na estrada da vida.
Versos são pérolas preciosas para guardares,
no sacrário do teu peito onde o amor habita,
num encanto exímio que permanece em ti.

Estes versos feitos de amor e de saudade,
cantados no distante pelas Deusas atrás das dunas,
são vida e desejo, prazer das horas e dos dias...
a brisa mais leve vinda dos infindos longes,
para beijar teu corpo e engravidá-lo de sorrisos....

Os meus versos são o fruto no prado da vida,
certeza de iniciar em ti a manhã de outros anseios
num caminhar abstruso, serei o grito grave
para alindar teus dias de horas mais azedas!
Golpear a sordidez que magoa o teu viver
estradar-te um porto para ancorar teus sonhos!..

Germany 28-10-06

 
 
 
OS VERSOS QUE RECOLHI DE TI
Marise Ribeiro

Recolho teus versos que minh'alma divisa,
belas palavras voando ao sabor da brisa,
descansando da travessia nas asas de uma gaivota,
enfrentando intempéries sem desviarem da rota.

Recolho teus versos como jóia preciosa,
cânticos que por muito tempo esperei ansiosa...
Trancados ficarão para que não se apaguem
e eu os sorva dia a dia até que me embriaguem.

Recolho teus versos nascidos na fria dor,
molhados nas lágrimas da longínqua solidão,
mas assim que eles entraram no meu coração,
transformei-os em um cálido canto de amor.

28/10/06
 
 
MEU POEMA
Graça Ribeiro

Escrevo com água escorrendo pelos dedos
apagando mágoas e tristezas dos tempos
renovo esperanças, desfaço-me dos medos

Escrevo versos de aleluia cobertos de luar
espelhados em mar e rios de louca essência
transportes de marés em êxtase ao te amar

Meus versos são conchas aberturas para o sol
são plumas voando em pleno esplendor do azul
são flores na primavera, amor perfeito, girassol

Escrevo com o olhar dos poetas apaixonados
que colocam na alma o ângulo da língua
e mordem a palavra no sabor das metáforas

Gozo cada letra quando escrevo pensando
no seu olhar quando goza o texto comigo
você, meu amor, meu tesouro, meu abrigo
Meu poema.

29.10.06
 
 
MINHA POESIA
J.M.

As gotas d'água que escorrem dos teus dedos
Como lágrimas, vêm cair sobre o meu peito
E, me sussurram... À noite, quando me deito
Tudo o que apagas... São para mim segredos!

Segredos que, em teus versos de aleluia
Ao dizeres que são cobertos pelo luar,
Espelhados nas águas do rio... do mar...
Demonstras desejo, de eu te amar um dia...

Nas conchas do mar, teus versos eu leio
Ao sol, ao luar, na praia, em qualquer lugar...
Como plumas brancas, eles me vêm afagar
Deixando um perfume que eu tanto anseio...

Ardente paixão... Eu leio em teus versos
Nas metáforas... Vejo tua imagem;
Teu cheiro suave eu sinto na aragem
E, nas entrelinhas, vejo teus convexos...

Teus textos, me enchem de jovialidade
Em cada letra, parece-me ver teus olhos
E, como que perdido, entre escolhos...
Esperarei por ti, amor, na eternidade!...

Joaquim Marques
Portugal
29-10-06

RODA