POETAS

CIRANDA - PORQUE MORREM OS POETAS

LEVE SEU SELO DE PARTICIPAÇÃO

POETAS PARTICIPANTES

1 - Ferdinando

2 - Edmen

3 - Sussu

4 - Raquel Caminha

5 - Paulo Fuentes

6 - Luiz Poeta

7 - Efigênia Coutinho

8 - Ciducha

9 - Noris Roberts

10 - Cecília Rodrigues

11 - Jorge Linhaça

12 - Sandra M. Júlio

13 - Denise Figueiredo

14 - Denise Figueiredo

15 - Betty

16 - Lauro Kisielewicz

 

1 - PORQUE MORREM OS POETAS !...
Ferdinando

Porque morrem os poetas a cada hora,
Quando o sol acaricia mais nossos desejos
De ternura e irmandade...
Porque morrem os poetas,
Quando as ruas ainda cheiram a sangue de punhais!
Onde o limar da vida é ressequido,
E o negrume é ditado a par da fome
Nos dias azedos onde o sol nasce mais tarde!...
Porque morrem os poetas
Quando ainda não levou a liberdade

À haste mas alta da vida!
Porque morrem...
Sem levar uma flor á seara da morte, sem um nome
Sem uma lápide, uma mensagem de amor,
Para lembrar pérolas de sangue,
Do esquecimento inóxio...
A morte que antecedeu aos sonhos!...
Porque morrem os poetas

Se ainda não levou o amor ao mundo inteiro,
Não coloriu a tristeza dos pobrezinhos,
Não deu a luz do sol á escuridão como quem canta amor!...
Morrem os poetas,
Porque a carne limita-nos a todos por igual...
De nada vale a alma ser bandeira,
No mais alto mastro da vida
Onde mora a poesia...

Germany

2 - POR QUE MORREM OS POETAS
===Edmen===

Ah meu amigo, é tão difícil responder
porque morrem os poetas,
mas é tão fácil dizer que os poetas
morrem a toda hora,
morrem por falta de amor ou
quando o amor vai-se embora.
Morrem os poetas nas lidas da vida,
nas esperanças sofridas...
Morrem os poetas nas agonias da fome
ou por falta de luz aclarada no lume,
infecunda sem nome.
Morrem os poetas em cada coração,
quando o mundo clama por paz
e união.
Morrem os poetas no murchar de cada flor,
na fome do mundo,
no desamor tão profundo...
Morrem os poetas
por falta de amor.

3 - POR QUE MORREM OS POETAS
(Sussu)

morrem porque não germinam mais em seus corações,
as sementes das emoções,
morrem porque suas almas não conseguem mais
absorver e alimentar-se de uniões,
morrem porque não mais ouvem
os acordes líricos das canções.
morrem os poetas porque não conseguem mais desvendar o
segredo da pureza da constelação,
o segredo que brilha na face desconhecida das noites.
Os poetas morrem porque não mais sentem a emoção
que emerge das forças do aflato divinal que o clarão
da vida respira dentro da luz de sua alma.
morrem porque não mais sentem as vibrações
da luz sinfônica que fazem tremer seus corações,
morrem quando não escrevem coisas maravilhosas,
coisas como nossas verdades, nossas felicidades
segredadas pelos emissários da divindade.
Os poetas morrem porque não mais conseguem sentir emoção
na criação poetica como imitação da natureza,
não mais sentem o vagido dos ventos,
não mais acompanham a correnteza dos rios da tristeza,
não mais visualizam o esplendor das águas calmas da esperança,
não mais sentem o amor emergir do sorriso da criança.
Os poetas morrem quando em lamento
não conseguem unir estilhaços da dor,
ou quando na alegria não sabem unir pedaços
sob a égide do amor.
Os poetas morrem quando não mais podem
ser os guardiões das palavras,
quando não puderem deixar seus desejos
e pensamentos escritos sem lavas.
Os poetas morrem a cada ato de seus desejos
de seus pensamentos sem emoção.
Os poetas morrem quando lhes falta amor
no coração.

4 - O POETA SOBREVIVE!
Raquel Caminha Matos.

"Assim como o poeta,
só é grande se sofrer",
Vinicius de Moraes qual um profeta,
ainda o ouço isso dizer.
Sua poesia permanece ,
sua alma está presente,
o poeta a gente não esquece,
ele não morre, nem fica ausente.
"As armas e os Barões assinalados,
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana"
Esses são versos de Luis de Camões,
o Lusíadas é uma obra imortal,
sobrevive a várias gerações,
o poeta continua vivo, seu eco é real.
Cantamos canções, declamamos poesias,
revivemos o cancioneiro popular,
e os autores por diversas vias,
estão conosco, não conseguem se ausentar.
A poesia eterniza nossas vivências,
revitaliza nossa alma e mente,
enobrece nossas experiências,
ela sobrevive simplesmente.
Por essa razão nossa responsabilidade,
é imensa, temos que viver de certezas,
e essa é uma delas, na verdade,
o poeta não morre, o que ameniza nossas tristezas.

Fort. 21/04/06
Esse poema está fazendo parte da ciranda de Jorge Linhaça
A Morte do Poeta

5 - PORQUE OS POETAS MORREM
(Paulo Fuentes)

Não sei porque os poetas morrem...
Na verdade nem sei se de fato...
Algum dia um poeta...
Deixará de existir na mente das pessoas...
Sendo que tal fato em si...
Se tornaria impossível...
Contanto que ele consiga...
Transmitir a verdadeira essência...
De todo aquele sentimento...
Que carrega dentro do peito.
Vistos desta forma...
Poetas nunca morrerão...
Porém o que pode bem ocorrer...
Será a morte de seus sentimentos...
Ou mesmo a morte de seus sonhos...
E ai sim...
Caso isso venha a ocorrer...
De fato este poeta dentro de si mesmo...

6 - RESSURREIÇÃO
Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros

Um poeta ressuscita quando o verso
Que ele fez se deposita em outro olhar
Que se deixa seduzir, ficando imerso
No seu jeito solitário de sonhar...
O poeta nunca morre, se a poesia
Que ele deixa é sempre lida ou declamada
Quando o seu amor preenche a alma vazia,
Quando sua dor é reverenciada...
O poeta sobrevive no respeito,
No carinho, na saudade, na afeição,
Quando o amor que ele deixou bate no peito
De quem sente, quando o lê... seu coração.
Um poeta eterniza o seu valor,
O seu dom, o seu talento, a obra-prima
Quando a voz de outro poeta sonhador
Se liberta na poesia que o sublima.

www.luizpoeta.com
Direitos Autorais Reservados ao Autor
Biblioteca Nacional - RJ - Brasil
Sbacem - RJ - Brasil

7 - SÚPLICA DE POETA
Efigênia Coutinho

Os Poetas, vestem os sonhos com
suas Poesias. Em suas dimensões
mais profunda, as do gozo e da dor
de viver, de Amar e de Morrer...
Se for lei, que à morte o corpo condena,
Eu vos suplico, que na alegre impressão
de tuas penas ,com sábia precaução envia
um meio de vida eterna fora da cena.
O Tempo vai, portanto Passar...
Poeta, das virtudes e esperanças
com oferendas e saudações
Ir habitar ao empíreo mundo ...

Balneário Camboriú
18/04/06
Poesia da ciranda Poeta não Morre
Jorge Linhaça
Porque morrem os poetas!...


8 - OS POETAS NÃO MORREM...!
Ciducha

Como matar o poeta
que vive em mim?
Poeto ,sim....!
Toda a minha alegria e até alguma dor!
Num poetar sem fim,
Para mostrar a todos,
em letras,minha poesia.
Como matar o poeta que vive em mim?
Não me importa o mundo,
nada importa toda a gente,
não é para elas que escrevo,
que nada sabem sobre as minhas dores,
num jeito próprio de chorar.....
rir,às vezes,por que não?
Jeito de não ser tão só,fantasia de poder,
ao menos,
voltar a amar!

Brasil

9 - MUERE EL POETA…

Por que sus sentimientos sedientos
están llenos de silencio,
y el frío trovador
trenza cruces en su corazón.
Muere un poeta…
Cuando su pluma taciturna
lleva consigo el olvido…
sus versos se inflan en penas,
y el dolor hiriente arrastra cadenas.
Muere el poeta…
Muere la primavera.
Mueren los colores calidos de la luna llena.
Muere su corazón
calcinado en la hoguera.

© Noris Roberts

MORRE O POETA…
Por que seus sentimentos sedentos
estão cheios de silêncio,
e o frio trovador
trança cruzes em seu coração.
Morre um poeta…
Quando sua pluma taciturna
leva consigo o esquecimento…
seus versos se inflam em penas,
e a dor hiriente arrasta correntes.
Morre o poeta…
Morre a primavera.
Morrem as cores calidos
da lua cheia.
Morre seu coração
calcinado na fogueira.

© Noris Roberts

10 - "O MUNDO DO POETA"
Cecília Rodrigues

Homenagem a Nilson Matos Pereira

Num Mundo de veleidades absolutas
O poeta transcnde o infinito
Constrói obras com palavras resolutas
Edifica pensamentos lenitivos
Em seu contexto realça-se a beleza
Nasceu sua obra ...indelével poema
Imperecíveis, sua história e Grandeza
E a infinita saudade da sua pena
Em seu leito de luz e de Glória
Descansa o poeta da vida terrena
Deixando para trás inquestionável Vitória
No canto da Lira ...a sua vida Plena .


11 - A MORTE DO POETA
Jorge Linhaça

Morrem aqui os versos
vítimas do desamor
morrem palavras sem nexo
silencia a minha dor

Morre o poeta ao descaso
em frente à tela fria
Em meio ao pleonasmo
descansa a alma vazia

Morre alma fica o corpo
inerte e vegetativo
pois o poeta está morto

Hoje apenas morto-vivo
deixa-se morrer absorto
pelo amor jamais vivido


12 - PORQUE MORREM OS POETAS
Sandra M. Julio

Morrem os poetas, quando as estrelas
esquecem de luzir seus versos...
Porém, se lágrimas refletem gotejantes
 rimas no orvalho das madrugadas,
Renasce inspiração, paixão e a emoção.
Tolo é o coração poeta, seu alimento
 são impossíveis sonhos,
Que passeiam pelas sarjetas
 da noite em ferozes trovoadas,
Despertando raios de ilusão.
Chora o coração palavras,
letras e desvarios...
Saciando saudade e mágoas caladas, mutiladas
Ébria de mistério e dissensão.
Assim falecem rimas na solitária
madrugada dos meus olhos,
Quando a distância perpetua inócuas jornadas,
Fazendo d’alma solidão.


Homenagem ao Poeta Valeriano Luis da Silva
13 - Denise Figueiredo

Poesia meu destino,
Sem ela perco o tino,
Com ela eu descortino,
O céu, a vida, aqui ou além mundo.

Do poeta não esqueçam,
As letras podem apagar,
Mas a voz, não vão calar...
Podem até o matar!

Deixo meu legado,
Os meus sonhos e devaneios.
Foi somente por isso,
Que o poeta aqui veio.

Cumpri a sã missão,
Cantei e fiz sorrir,
Às vezes até chorei!...
Mesmo quando encantei.

Deixo agora a marca,
Dessa boa missão
De Deus recebida
Poetei até Ele me levar!

14 - PORQUE MORREM OS POETAS
 Denise Figueiredo

Porque a cada dia
não importa a filosofia
Se chora ou se há ironia
Do amor que se apaga como um todo
porque morrem os poetas,
por fome ou miséria total
Na ausência do amor na alma
Que lhes traz tanto mal
Porque morrem os poetas,
Porque as águas já não rolam
quando vem é enxurrada
Que nos trazem tanto mal
Porque morrem os poetas
Com as ilusões dos seus olhos
Que veêm no amor tudo
mas do amor exclusos estão
Porque morrem os poetas
Se as palavras que germinam
São doces ou são avisos
Por tantos sofrimentos vividos
Ou de amor muito haver sofrido.
Porque morrem os poetas
Sem ter visto o seu sonho
De agregar todos em um só canto
De eternal acalanto
No todo valeu sempre
cantar , chorar e dizer a poesia
Somos como árvores com frutos
Que os levamos de volta ao infinito
Com todos os sonhos vividos.

15 - POR QUE MUEREN LOS POETAS?
ES UNA DIFICIL PREGUNTA A RESPONDER
QUIZAS POR QUE SON TAN HUMANOS
COMO NOSOTROS LOS QUE ESTAMOS
DE ESTE LADO ,DEL LADO DE MIRAR LA VIDA
 CON OJOS MAS REALES
PORQUE A PESAR DE SU HUMANIDAD
 SU POESIA NOS LLEVA A SOÑAR
Y FANTASEAR CON ILUSIONES Y NARRACIONES ,
 CREANDO ESA MAGIA QUE TODO POETA PROVOCA A
LOS QUE NO SABEMOS QUIZAS
VER LOS COLORES DE LA NATURALEZA,
LOS QUE NO ADVERTIMOS EL BRILLO DEL SOL
QUIENES NO ADMIRAMOS LA BELLEZA
 DE UN CIELO ESTRELLADO,
QUIENES NO SENTIMOS EL PERFUME
 DE LAS ESTACIONES ,
QUIENES IGNORAMOS EL RUGIR DE LAS OLAS ,
QUIENES NOVALORAMOS EL
TRINAR DE LOS PAJAROS ,
QUIENES NO NOS SORPRENDEMOS
 FRENTE A LAS BUENAS ACCIONES
QUIENES NO DISFRUTAMOS DE PEQUEÑOS
 E INOLVIDABLES MOMENTOS,
QUIENES SIN SABER DEJAMOS PASAR
 LAS EMOCIONES COMO HECHOS SIMPLES,
QUIENES NO SABEN EXPRESAR
LOS SENTIMIENTOS COMO EL AMOR,
QUIENES NO ENCONTRAMOS PALABRAS
PARA DECIR UN TE AMO
QUIENES NO SABEN APRECIAR LA BELLEZA
 QUE LA VIDA NOS BRINDA CADA DIA
BESOS DEL ALMA BETTY


16 - POETAS, SÃO IMORTAIS
Lauro Kisielewicz

Poetas, são imortais,
parece muito,
mas não é demais,
posto que suas falas,
seus versos e expressões,
acalentam corações,
despertam emoções,
e seguem por muitas mãos,
alcançando outros irmãos,
muito além das fronteiras,
superando ribanceiras,
transitando por trincheiras
transpõe campos minados,
descrevendo a guerra,
aborda a vida e a morte
para o poeta tanto faz...
trata da vida dos excluídos,
enaltece alguns desvalidos,
homenageia mães e pais,
e incansavelmente,
segue em frente,
buscando amor e paz!

E se morre o poeta,
partindo para a eternidade,
deixa para a posteridade
o seu pensar e seu falar,
mas sobretudo ele deixa,
como herança à humanidade
seu jeito simples de amar.

01/Mai/2006

 

paz