ENIGMA DO VENTO
Ferdinando©
 
Pela janela entram os ventos cansados
Que o mar respira no nevoeiro do além,
Perdidas epopeias vividas por ninguém
Num idioma de trajectos caminhados.
 
Não nos tragas comboios de desgraça
Nem choros em bandeiras de muralhas,
Os alinhavados sonhos que tu espalhas
São o gélido clamar que nos repassa.
 
És o segredo falando das montanhas
Onde sombras cansadas e tamanhas
São noites que já foram madrugadas.
 
Nasceste no caminhar frio do tempo
No cicio inconfesso de um lamento,
Sobre o verde das campinas penteadas.
 
Germany 19-04-12