EU MORO!...
© Ferdinando

Eu moro por detrás do tempo das palavras!...
No liberto caminhar dos meus sentidos
no meu peito escrevo as dores magoadas
escuridão ácida, feita em poentes coloridos.

Margens de riachos em ressequido regaço
que nasce, morre sem vida, vestida penitência
chorando pelo prado espalhando só argaço
finado crepúsculo, no gritar da clemência!

Caminharei na distância da pura liberdade
gritarei em toda a parte o amor e a verdade
nesta imensa rota que me guia sem paragens...

O prazer desta força infinita que me engala
na sinuosidade do meu peito que te fala
opulentas verdades, em gesto de mensagens!

Germany 08-01-08