IDÍLIO
© Ferdinando

Habitas-te no cerco do meu coração, pela janela dos
meus olhos fitavas a vida, no raiar do horizonte avaro
sol sem luz, que inventa oceanos em palavras de gelo
voejando ilusória paz, eterna toponímia dos tempos.

Sei como te quis, no querer feito no ditar da lealdade
onde habitava a beldade prestigiosa, de um roseiral florido!
Brio celeste onde residiu o paradigma do amor mais casto
sem sentenciar oculto que elege mentiras, golpeando o ser.

Te trouxe sempre guardada nesta mansão de amor terno
puridade que afagou nossas horas, em coloridas noites
como dois rios calmos, que se uniram em floresta virgem...

Incendiada minha alma palpita ainda no meu peito calado!
Caminhemos loucos, na fascinação da paisagem dos dias
ficados no tempo, onde grita eternamente uma saudade.

Germany 11-09-07

 

VOAR