LENDA DO SER
© Ferdinando

Há punhos de sangue, menstruando a vida!
Uma ávida fogueira para o irreal prometido...
trespassando a cortina lôbrega escondida,
Como o tempo...louco disfarce apodrecido!...

Gemem exaustivas!... As memórias inventadas,
candentes olhos... sem exactidão da igualdade!
Promessas de estátuas, em noites enluaradas
sobre manto augusto!.. Arrogante banalidade!!

Os olhos das crianças, visam somente gelado frio
como esfinge das sombras: – que divagam no estio
em gracioso festim – no infinito da imutabilidade.

E num semear de mitos, no fomento plangente...
Vida!... Que entressonha a existência do indigente...
apatia cerrada, onde habita o grito da Liberdade!!

Germany 02-02-08