SEREI UM DIA!
Mary Jenny

Espero o sol da vida a cada instante
A verdade que à vontade dera vida
Amparar-me na saudade caminhante
Nos braços de uma aurora prometída.

Sempre crente, no meu desejar vivendo
Derrubei medos e acariciei gemidos
Chorei horas, nas horas que vão sendo
O verdejar dos impérios escondidos

Quero ser voz que nunca terá fim
Para adornar esta vida num jardim
Para cantar iternos sons de amor.

Serei a vontade que a vida desejar
Só não quero ser mulher para mandar
Como aqueles que matam sem ter dôr.


Germany 21-09-08

ESSA TELA INFIEL
Mary Jenny

Vive-mos por detrás do mundo enigma.
Essa tela fria, alimentada por
Uma máquina onde pairam ilusões,
Onde o amor é conquistado por mentiras
Que ilusóriamente desenha esperanças,
onde se pintam mundos de promessas...

O mundo virtual pode ser como um automóvel
Muito prestável, como também um instrumento
De morte, se não o souber-mos dirigir!!!
Planeta ilusório para os corações mais débeis,
Famílias e lares engolidos pela mentira.

Creiam no real! Olhem nos olhos, quem tanto diz...
Pois Seres invisíveis podem ser um vírus
Que vai destruir tantas vidas.
Pobre de quem crê no mundo virtual
Fixado num monitor comandado pelo irreal.

Não se faça uma estátua de amor ilusório...
Quando o verdadeiro está junto de nós.

Germany 20-06-08


QUERIA...
Mary Jenny

Queria ter o amanhã com sua alvura,
Na primavera ridente a despontar.
Um jardim de assucenas com ternura,
E o cantar das Sereias lá no mar.

Queria ter uma vida rica e pura.
No meu poder forte a desfraldar.
E a felicidade feita de candura,
A sensação meiga de um bem-estar...

Ser a dona de belezas, e brasões,
Ser Senhora de opulentos cortezões.
Ter as mais belas damas de honor...

Mas trocava no mundo tudo, tudo...
Por esse Ser feito de veludo,
Que Deus moldara por amor!

Germany 14-03-08


MEUS OLHOS
Mary Jenny

A noite fala linguagem fria
Entristecendo o meu olhar.
Nos dias mergulhados em saudade
Horas feitas sem Sol, sem Amor.

Nestes meus olhos húmidos,
Tristes como a apatia dos tempos.
Esta solidão sem calor e luz
Num vácuo onde tudo é tristeza...

...Mas neste amargo caminhar
Incerto, existe uma só Luz
Que alenta meus olhos tristes:

- Luz dos teus olhos, que nasce
Em cada alvorada!

Germany 13-04-08

A BELEZA
Mary Jenny

Fiz a luz,na beleza do teu olhar
Teu sol ridente como amor sem par,
Com teu fulgor a fronte de castelos
Que foi nossa defesa à beira mar...

Com teu sorrir fiz o Sol brilhar,
Que frutifica a força de te amar
Na meiguice dos teus olhos belos...
Eu te dera uma nuvem para morar!

Do meu coração,eu fiz a tua alma,
Que a meu lado sonha meiga e calma
Isenta de curvaturas doloridas...

És meu anjo de beleza e esperança
És alvura do bem, feita de bonança...
Força crente que à vida, dera vidas.

Germany 03-03-08


AO MEU MARIDO
Mary Jenny

Quando perder,a luz que me alumia
Sem o brilho do teu sonho maviado,
A magia do meu ser, será vivida
Como o calor de um fogo apagado...

És remédio para cada minha ferida
Como água que desliza em verde prado,
És a brisa que me beija nesta vida...
Fruto de amor puro e inegualado!

Hoje sinto a tua força de magia,
Como ainda me cantas cada dia...
Os versos que me tinhas escrito!

Nunca faltou o nosso amor cumprido...
Como beijos de um paraíso,colorido,
Numa puridade como sol no infinito!

Germany 27-02-08


GAIVOTA
Mary Jenny

Amor...
Nunca fiques triste olhando o Mar,
Ainda que para tal exista uma razão.

Inventa uma gaivota e
Fá-la voar
Salpicada de sal e maresia.
Liberta-a sobre a tua cabeça,
Ouve o seu zumbir a cortar
O espaço...
Vai com ela como se
Criasses asas...
Empresta-lhe um pouco do teu
coração!..
Assim sereis duas gaivotas
Voando livres na minha imaginação,
Amparando-me
Neste viver impossível

Germany 27-02-08

DIGNIDADE
Mary Jenny

Sou livro aberto no folhear da vida,
Cheia de sonhos que oferto em luz
Nos meus sonhos feitos em letras...

Quero ser mensagem em símbolo de alma
Como horas alegres feitas de esperança.
Sou paisagem colorida, criada em espera
Fazendo desabrochar cada flor.

Quero ser o sorriso nos tristes dias
O alento para os que choram sem voz
No horizonte amarelecido da vida,
Onde não existe o raiar da felicidade!

Quero ser a pureza das palavras
Tua amiga nas horas de lazer,
Levar-te comigo nas asas da Saudade,
E fazer-me companheira dos teus dias

Germany 31-07-07

MENTIRA
Mary Jenny

Porque me mentis-te?
Porque esqueceste essa jura
Feita de amor, ficada do passado
Plantada em meu coração

Sabes? Somente por ti vivo
Nesta força vital de te amar,
Ainda que somente venha a ser
Grito constante, bradando por ti...

Nas pedras do meu jardim,
Espero os teus passos meigos.
A tua sombra, será meu sol...
Como o desejo de beijar teus lábios

Esperarei por ti...

Germany 20-10-07

A MINHA SOMBRA
Mary Jenny

Nascemos juntas no mesmo dia
No rugir das madrugadas invernais
brinquemos juntas, na orla dos caminhos
nas estradas pobres, como desertos infindos...

Crescemos juntas na vida par a par
no calor de cada dia, na dimensão das horas.
Choremos juntas, e juntas aprendemos
a ser leais...a escrever poesia, e a pensar
que somos poetas...

Vivemos na plena juventude dos sonhos
caminhamos ainda juntas passo a passo
e no despertar dos anos sempre unidas
moldemos louros dias no mesmo caminhar...
foste tu a minha sombra a cada hora
a mais fiel companheira dos meus dias.

Germany 04.12.06

NÃO QUERO A SAUDADE
Mary Jenny

Não quero que me falem de saudade
Não terá nunca lugar no meu caminho
Grita em mim o furor da realidade
De um sonho recheado de carinho.

Quero viver sempre isenta à maldade
Como pássaro impune no seu ninho
Alhear-me à mentirosa sociedade
Cobrir meu peito com mais puro linho...

A saudade que não bata à minha porta
Ainda que seja de noite à hora morta
Que vá fantasiar o seu jardim...

Quando um dia essa aurora desejei
E em choro loucamente lhe bradei
Ficou distante, não veio ao pé de mim.

Germany 25-09-07


MISÉRIA
Mary Jenny

Na minha aldeia,
Correm crianças mal vestidas
E descalças tiritando de frio.
Rostos famintos, olhos meigos
Como a ternura das manhãs.

Divertem-se correndo, brincando
Sem brinquedos, nas bermas tristes.
Nunca sentiram o calor do sol
Aquecendo a frieza do seu viver.
Muitos sem nome sem pais nem lar...
Filhos da desventura, e de ninguém...

Germany 08-10-07


HORA DA PARTIDA
Mary Jenny

O Comboio parte levando consigo
mágoas que choram em brado!
As lágrimas humedecem ternos lábios
no momento crucial da partida.

Em cada minuto, o apito é mais distante.
Cada vez se cava uma saudade mais funda...
cresce a amargura na alma.

Agora cada apito é mais um grito,
deixando as árvores dobradas espreitando
perplexas na paisagem liberta,
numa indiferença que fere a solidão...

Distante o teu braço em aceno
deixa-me em estátua extasiada,
pois os teus olhos em adeus
disseram tudo e mais,
que todas as distâncias nesta vida!

GERMANY 23-08-07


VEM COMIGO
Mary Jenny

Amor dá-me a tua mão
Vem comigo, dá-me alento no árduo caminho,
Vem ver a beleza selvagem.
A flor que nasce, desabrocha e morre sem
Uma gota de água, que alimente a sua fragilidade
Vem amor, vem sentir a brisa acariciando
Nossos cabelos, e os nossos rostos...

Os nossos lábios falarão só de amor....
Amor terno, força vital do coração humano.
Vem viver a beleza do tempo presente
E esquecer o passado de falsas ilusões...
Riachos feitos de lágrimas, fruto da maldade
Que magoa os sonhos do ser vivente...
Vem amor e viveremos de mãos dadas.

Germany 01-09-07


A FONTE
Mary Jenny

Velha fonte na berma do caminho,
Matas a sede a quem passa, com prazer,
Cantas ao dar de beber ao pobrezinho,
Que nada mais tem para viver !

E depois meigamente e com carinho,
Lá vais seguindo na berma sem lazer,
Mas antes de passares pelo moinho
A toda a campina e vinhedo dás beber.

E depois, não sei teu rumo mais...
Serpenteias nos caminhos ou beirais
Ou ficas nos rochedos a cantar

Só sei querida fonte, que a tua água
Se deliu na imensidade como a magoa
De uma alma que nasceu para chorar.

Germany 05-09-07