NO MEU PEITO
Ferdinando©
 
Carrego no meu peito o escuro
Como crepe de infinda geração,
Tento que aconteça o olhar puro
Na verdade que fervilha de razão!
 
Nas soltas masmorras do monturo
Onde mora somente a ilusão...
Abro as portas cerradas do futuro
E reparto em cada ser, amor e pão.
 
Seguirei nas margens da verdade
Toldando a indefinida crueldade,
Em riso que por vezes nos retém.
 
Gritarei na dimensão da liberdade
Na sedenta e amorosa claridade
A noção que germine só o bem.
 
Germany 19-06-09