NO VÉU DA NOITE
Ferdinando©
 
No bater pesado do entardecer,
Abre-se o silencio no distante
A luz do sol já se vai esconder,
E a noite se desnuda caminhante.
 
As estrelas se prendem no luar
Nas horas da cidade já despida
A calma indiscreta vem espreitar,
Na janela aberta para a vida!...
 
Há corpos alugados para viver
O desejo cresce, e liberta o prazer,
E no escuro se alugam corpos nus ...
 
O tempo é discórdia e incerteza,
Pão duro que adorna nossa mesa...
E veste mais pesada a nossa cruz!.
 
Germany 09-10-10