O QUE NÃO VIVEMOS
Márcia Possar
 
Não sei do teu coração mas mostras-me as mãos.
Luzes despertas a criar brilhos de estrelas
onde não inexiste vivacidade ou centelhas.
 
Crias com as tuas mãos o cenário de memórias.
Reminiscências de lumes, de perfumes, de costumes
que faz-me esvoaçar em tragetória,
como se fosse início de história,
como se a mim fosse, em dedicatória.
 
Vôo por sobre o que não vivemos,
divisando sonhos que não tivemos,
querendo fazer concebível
o fogo que brota das sílabas...
 
Como se fosse possível!!!

O Que Não Vivemos