OLHAR DA MENTIRA
Ferdinando©
 
Há juras de lume em silêncio de paz.
Promessas fustigadas pelo grito das estrelas
Espetadas no olhar trémulo da noite,
Nas estradas onde o luar se esconde.
 
A vida cheira a carne e a granito.
Martirizam-se os inofensivos, tingido ruas
De sangue em cada minuto feito de traição,
Onde deslizam rindo, comboios de vaidade.
 
Continuamos sonhando em forma de futuro,
Baloiçando sobre a prancha da incerteza
Que atraiçoa o equilíbrio que razoa o tempo.
Seguimos sobre o vazio dos nossos gestos...
 
Que o nosso grito seja a arma que vença
Todos os medos, em todas as guerras,
Onde os tiranos vendem o nosso futuro
Disfarçando caminhos de sol, e de searas.
 
Germany 13-12-09