OLHAR DO PASSADO
©Ferdinando
 
O passado fustiga a magra voz da treva
calcada pela noite longa sem  luar
impávido desenho que te fizera serva
mágoa que no tempo caminha a levedar...
 
Dilúvio de dó, no escuro que castiga
na sombra mentirosa, em profana lenda
no marginar do tempo onde mendiga
uma saudade chorando em cada fenda.
 
Os escombros cansados em lamento
desenham-te a ilusão na voz do vento
vulto chorado, na sombra no teu leito!...
 
Deixa que a nova luz ascenda o estio
que o passado se derrame no leitoso rio
e a esperança, desfralde no teu peito!!
 
Germany 16-08-08