PELA NOITE  
Ferdinando
 
Entrei no teu quarto de mansinho
Embrulhei-me no lençol de teu calor,
Aqueci-me na fogueira desse amor
Alisando a tua pele como arminho.
 
O teu corpo tão puro como linho
Enlaçava a fragrância de uma flor
O luar atrevido, louco de fervor,
 Absorto pela noite, ficou sozinho.
 
Denudei-te ante a débil luz da lua,
Numa sede que o desejo perpetua
 Em vastidão, aos olhos do prazer...
 
O coração vive ainda incendiado
A saudade se eterniza ao nosso lado
 Como sol, que  jamais pode morrer!
 
Germany 20-02-13