QUEM SOU ?...
Ferdinando©
 
Sempre vivo no peso da saudade
Bóio à deriva num rio sem ter foz,
No batel que  leva todos nós
Sem a réstia do sol da liberdade.
 
Num sorriso salgado de verdade
Lírios roxos me ferem em algoz,
Sou a lira de um poeta sem ter voz,
Nunca soube a integral identidade.
 
Como ridente, alegro cada espaço
Muitas vezes em forma de palhaço,
Que sorri quando chora coração...
 
O vazio que o meu olhar gerou
É estrada que a vida me ofertou,
Roubando-me a chama da razão !...
 
Germany 29-01-12