SAGA DO MAR
© Ferdinando
 
Em áridas horas dolentes, sou triste caminhante;
sinto-me impelido pela saudade infatigável!
Dos tempos vividos, como solitário navegante,
frágua de sonhos, ficados em era memorável!...
 
As  horas do teu Ser, laureiam a minha vida,
atrevida paixão... nos meus dias mais tristonhos...
no vestígio de uma aurora: – em verso prometida,
em cândido enleio, no imortal dos meus sonhos!
 
És filha do mar!... No distante em silenciar gemido,
onde as estrelas alentam o teu coração carpido,
sorrindo no teu seio, onde a beldade serpenteia...
 
Hoje só!... – Nas brancas salinas como nevoeiro,
navego em barco à deriva, como triste marinheiro;
– para encontrar a saga, que o mar gerou “Sereia”!...
 

Germany 28-01-08