SILÊNCIO DO NADA
© Ferdinando

Somos parcela do tudo feito em nada!!
Gelados restos, debaixo da inerte pedra lisa
onde a alma perdura, em sua caminhada...
no silenciar do tempo!...No sopro da brisa.

Resíduos cansados do corpo em podridão!
Ossada fria na pálida confusão do flagelo...
sorrisos no escuro, do crânio sem cabelo;
onde moraram sonhos: – avultados de ilusão!...

Na palidez da sombra, do cipreste em riste
pia o mocho agoirento, no seu dialecto triste...
enfeixa no luar magoado, na hora verdadeira.

Tudo é sombra e solidão!...Mágoa profunda...
na sentida saudade que chora vagamunda,
ledos amores, ficados em morada derradeira!!

Germany 27-01-08

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