SOTURNIDADE 
Ferdinando©
 
O Sol cai e veste de luto a vida
O silêncio tem calma de granito,
Sem medo da crença já despida,
Num distante olhar do infinito.
 
O dia se cava atrás dos medos!
Os gritos são olhos de criança
O luar, perdido nos rochedos,
Procura o rumo da esperança.
 
Tu libertas a traição do gesto,
Fado boémio que se faz modesto
Na calma que respira uma ilusão.
 
A pobreza é a janela da verdade
Que busca com voz de caridade,
O porvir, como estátua da razão...
 
Germany  18-07-11