TRISTEZA
© Ferdinando

As pedras da minha calçada emudeceram
na vida simulada e sem carinho...
a cidade incompreendida chora mais
no amargo das horas lúgubres!...

O arvoredo humano agita-se clamando
em brado numa noite sem palavras,
onde o silêncio chora magoados dias.

Como o desfalecer dos sonhos mitos
as horas sem ninguém, assustam a vida
que alheia ao destino humano
acorda cada sonho, num negrume sentenciado
que grita recantos de vagabundas memórias...

As ruas gemem silentes nas horas que esvoaçam
nesse bradar embalado pelo gélido vento, que
será sempre magoado sobre a nudez do nada,
enquanto a mentira tenha a voz da eternidade.

Germany 17-01-07