VIDA DESERTA
©Ferdinando
 
És a sequência vagante em cada Ser
ancoras as eras, nas masmorras do além
onde as guerras falam idioma de ninguém
sentenciando o inofensivo a morrer...
 
Desenharam-te cerrada nos sentidos
gélida como a rua que chora uma mentira
quando o nevoeiro lúgubre mais respira
e detém os nossos sonhos desmedidos.
 
Corpos gemendo sem calor de um lar
aquecendo os sonhos na manta do luar...
cala-se a fonte, na rocha onde cantou!...
 
Plantemos a razão na colina do futuro
voemos libertos, sobre o azul mais puro
levemos o sorriso, ao rosto que chorou!
 
Germany 15-10-08